Uma estrela velha e um novo planeta?

Como diz a famosa expressão da internet: O que dizer desse ano que mal chegou e já considero tanto?! O primeiro mês do ano ainda nem acabou e duas descobertas incríveis já chegaram para mostrar que ele não está para brincadeira! E só nesta última semana!

 

A primeira delas foi a descoberta de uma estrela rara na nossa galáxia. Uma equipe de astrônomos brasileiros e norte-americanos, liderados pelo astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Luis Meléndez Moreno, observaram a que talvez seja uma das primeiras estrelas formadas na nossa galáxia. O nome dela não é fácil de decorar, mas lá vai: 2MASS J18082002–5104378.

 

Apesar de não conseguirmos definir uma idade certa para esta estrela, os cientistas conseguiram estimar o quão antiga ela é por causa dos elementos químicos presentes na sua atmosfera. Isto porque quanto maior a presença de elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio (elementos que, na tabela periódica, tem o número de prótons maior do que 2), mais recente é a formação da estrela.

 

O índice da presença de elementos mais pesados que o Hélio é chamado, na astronomia, de metalicidade. Portanto, quanto maior a metalicidade de uma estrela, mais recente ela é.

 

E a metalicidade da 2MASS J18082002–5104378 é extremamente baixa! Para se ter uma ideia, a quantidade de ferro presente na atmosfera desta estrela é cerca de dez mil vezes menor que a quantidade deste elemento no Sol! Descobrir uma estrela dessas é realmente um lance de sorte, já que estrelas desse tipo geralmente são bem pouco brilhantes, o que dificulta a observação, ou seja, a descoberta delas!

 

A nossa segunda descoberta também está dando o que falar: nesta semana, astrônomos do California Institute of Technology divulgaram um estudo onde eles apresentam evidências de um possível nono planeta no Sistema Solar! Ele estaria localizado, assim como o nosso mais querido ex-planeta, Plutão, no Cinturão de Kuiper, só que ainda mais distante que este.

 

Para chegar a esta conclusão, os astrônomos estudaram as órbitas e interações gravitacionais de seis objetos do Cinturão de Kuiper.Nosso possível nono planeta seria um objeto com cerca de 10 vezes a massa do planeta Terra e com uma órbita tão elíptica e distante do Sol que demoraria entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma volta ao redor dele.

 

Se o primeiro mês do ano já está sendo assim, a gente que fique de olhos bem abertos! Este ano promete!

 

Carolina Assis, astrônoma do Museu Ciência e Vida.

Para aprender mais sobre astronomia, o Museu Ciência e Vida oferece Sessões de Planetário. Para agendamento escolar, ligue para 2671-7797. Temos sessões abertas ao público também aos sábados e domingo, às 14h e 15h

 

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